INSTITUTO DE ROBÓTICA DA CARNEGIE MELLON UNIVERSITY


Mesmo quando as tecnologias de robótica eram relativamente primitivas, o seu papel no aumento da produtividade e da competitividade dos Estados Unidos estava previsto no mercado global em evolução. O Instituto de Robótica da Carnegie Mellon University foi fundado em 1979 para conduzir pesquisas básicas e aplicadas em tecnologias de robótica relevantes para tarefas industriais e sociais. Buscando combinar o prático e o teórico, o Instituto de Robótica tem diversificado seus esforços e abordagens da ciência robótica, mantendo o seu objetivo original de perceber o potencial do campo de robótica.

  • A instalação é de aproximadamente 80.000 pés quadrados no Campus Oakland, 100.000 metros quadrados, no Centro Nacional de Engenharia Robótica em Lawrenceville e 7.000 metros quadrados e 40 hectares de campos de testes de Robot City, o novo local de Robótica de Campo em Hazelwood.
  • O Instituto de Robótica tem um orçamento de mais de $ 65 milhões por ano.
  • O Instituto de Robótica foi o primeiro departamento de Robótica em qualquer universidade dos EUA.
  • Volume de pesquisa Instituto de Robótica tem dobrado a cada sete anos desde a sua fundação.

Para saber mais sobre este centro de referência mundial em robótica clique aqui.

ROBÓTICA EDUCACIONAL E A PRODUÇÃO CIENTÍFICA NA BASE DE DADOS DA CAPES


O tema escolhido – Robótica Educacional – não é ainda muito discutido no  cenário acadêmico brasileiro. A partir do levantamento, da compilação e da análise das  pesquisas pode-se perceber que este campo de investigação é interdisciplinar, complexo  e potente, considerando as demandas educacionais contemporâneas. 

Construir conhecimento implica uma apropriação progressiva do sujeito sobre objeto e do objeto agindo sobre o sujeito. Pressupõe trocas com o outro, com o meio físico e social, a interação entre objetos e pessoas. Trocas que interpelam, causando necessidades, desejos, questionamentos, contradições, estranhamentos, desequilíbrios necessários à construção de novas estruturas cognitivas. Por meio da presente pesquisa, pode-se observar o quanto a robótica permite tais interações e construções, contribuindo com os objetivos socioemocionais da educação: o desenvolvimento da autonomia e da cooperação.
Acredita-se, contudo, que tais possibilidades não são inerentes à tecnologia. A manipulação de um objeto não permite a tomada de consciência das suas características e propriedades, tampouco desenvolve a criticidade e a capacidade de reflexão. Para tanto, são primordiais a discussão, o diálogo da tecnologia com a sala de aula, a intervenção de um professor que interpreta, instiga e contextualiza. Processos que, para serem acionados, dependem também (e sobretudo) das políticas públicas, das propostas de formação, da gestão escolar, da qualificação dos espaços escolares. A contemporaneidade requer novos olhares sobre o ensino e a aprendizagem.  Olhares que focam, dentre tantos, as tecnologias que, a cada dia, se incorporam à educação.
As escolas, cada vez mais, preparam o aluno para que ele tenha um conhecimento sobre a base tecnológica, necessitando, assim, de uma integração entre a gestão de sala de aula e os novos recursos tecnológicos.
Implantar a tecnologia nas escolas é um desafio a ser vencido. Mas isso só acontecerá quando a potencialidade deste recurso for compreendida e incorporada crítica e reflexivamente pelos professores, alunos e demais membros da comunidade escolar, como dirigentes, funcionários administrativos e pais. Um processo que se encontra por fazer.

Autores:

Nacim Miguel Francisco Júnior
Carla K. Vasques
Thiago Henrique Almino Francisco

ROBÓTICA PEDAGÓGICA – LDB E PCNs


Alzira Ferreira da Silva

ROBÔEDUC: UMA METODOLOGIA DE APRENDISADO COM ROBÓTICA EDUCACIONAL

Tese de Doutorado

Natal-RN

 2009

A utilização de quaisquer recursos em uma escola deve, em teoria, fazer parte do projeto político pedagógico da instituição de ensino. Com a robótica não seria (será) diferente. No entanto, se analisarmos as características pertinentes a robótica industrial, pode-se afirmar que a utilização da robótica em sala de aula possui os seguintes objetivos:

1-Desenvolver a autonomia, isto é, a capacidade de se posicionar, elaborar projetos pessoais, participar na tomada de decisões coletivas;

2-Desenvolver a capacidade de trabalhar em grupo: respeito a opiniões dos outros;

3-Propiciar o desenvolvimento de projetos utilizando o conhecimento de diversas áreas;

4- Desenvolver a capacidade de pensar múltiplas alternativas para a solução de um problema;

5-Desenvolver habilidades e competências ligadas à lógica, noção espacial, pensamento matemático trabalho em grupo organização e planejamento de projetos envolvendo robôs;

6-Promover a interdisciplinaridade, favorecendo a integração de conceitos de diversas áreas, tais como: linguagem, matemática, física, ciência, historia, geografia, artes etc.

Esses objetivos estão de acordo com os objetivos estabelecidos na LDB [Brasil. Lei 9.394/1996] para o ensino fundamental.

Seção III

a compreensão do ambiente natural e social, do sistema político, da tecnologia, as artes e dos valores em que se fundamentam a sociedade;

Assim como, para o Ensino Médio

Seção IV

IV- a compreensão dos fundamentos científicos-tecnológicos dos processos produtivos, relacionando a teoria com a prática, no ensino de cada disciplina.

Estes objetivos estão, também, de acordo com os princípios estabelecidos nos Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental (PCNs) [Brasil 1997] que indica que um dos objetivos do Ensino Fundamental é que os alunos devem ser capazes de utilizar diferentes fontes de informação e recursos tecnológicos para adquirir e construir conhecimento.

Desta forma, do ponto de vista legal, a robótica, também pode ser vista como instrumento de mediação na medida em que possibilita o estabelecimento de novas relações para a construção do conhecimento e novas formas de atividade mental, destacados nos PCNs do Ensino Fundamental.

OBJETIVOS DA ROBÓTICA EDUCACIONAL


Silvana do Rocio Zilli

A ROBÓTICA EDUCACIONAL NO ENSINO

FUNDAMENTAL: PERSPECTIVAS E PRÁTICA

Dissertação de Mestrado

Florianópolis

2004

Além de propiciar ao educando o conhecimento da tecnologia atual, Zilli (2002), apresenta as seguintes competências que essa ferramenta pode desenvolver:

  • raciocínio lógico;
  • habilidades manuais e estéticas;
  • relações interpessoais e intrapessoais;
  • utilização de conceitos aprendidos em diversas áreas do conhecimento para o desenvolvimento de projetos;
  • investigação e compreensão;
  • representação e comunicação;
  • trabalho com pesquisa;
  • resolução de problemas por meio de erros e acertos;
  • aplicação das teorias formuladas a atividades concretas;
  • utilização da criatividade em diferentes situações;
  • capacidade crítica.

Godoy (1997), apresenta outra classificação dos objetivos:

Objetivos Gerais:

  • construir maquetes que usem lâmpadas, motores e sensores;
  • trabalhar conceitos de desenho, física, álgebra e geometria;
  • conhecer e aplicar princípios de eletrônica digital;
  • construir ou adaptar elementos dinâmicos como engrenagens, redutores de velocidade de motores, entre outros.

Objetivos Psicomotores:

  • desenvolver a motricidade fina;
  • proporcionar a formação de habilidades manuais;
  • desenvolver a concentração e a observação;
  • motivar a precisão de seus projetos.

Objetivos Cognitivos:

  • estimular a aplicação das teorias formuladas à atividades concretas;
  • desenvolver a criatividade dos alunos;
  • analisar e entender o funcionamento dos mais diversos mecanismos físicos;
  • ser capaz de organizar suas idéias a partir de uma lógica mais sofisticada de pensamento;
  • selecionar elementos que melhor se adequem à resolução dos projetos;
  • reforçar conceitos de matemática e geometria;
  • desenvolver noções de proporcionalidade;
  • desenvolver noções topológicas;
  • reforçar a aprendizagem da linguagem Logo;
  • introduzir conceitos de robótica;
  • levar à descoberta de conceitos da física de forma intuitiva;
  • utilizar conceitos aprendidos em outras áreas do conhecimento para o desenvolvimento de um projeto;
  • proporcionar a curiosidade pela investigação levando ao desenvolvimento intelectual do aluno.

Objetivos Afetivos:

  • promover atividades que gerem a cooperação em trabalhos de grupo;
  • estimular o crescimento individual através da troca de projetos e idéias;
  • garantir que o aluno se sinta interessado em participar de discussões e trabalhos de grupo;
  • desenvolver o senso de responsabilidade;
  • despertar a curiosidade;
  • motivar o trabalho de pesquisa;
  • desenvolver a autoconfiança e a auto-estima;
  • possibilitar resolução de problemas por meio de erros e acertos.

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