ROBÓTICA EDUCACIONAL E A PRODUÇÃO CIENTÍFICA NA BASE DE DADOS DA CAPES


O tema escolhido – Robótica Educacional – não é ainda muito discutido no  cenário acadêmico brasileiro. A partir do levantamento, da compilação e da análise das  pesquisas pode-se perceber que este campo de investigação é interdisciplinar, complexo  e potente, considerando as demandas educacionais contemporâneas. 

Construir conhecimento implica uma apropriação progressiva do sujeito sobre objeto e do objeto agindo sobre o sujeito. Pressupõe trocas com o outro, com o meio físico e social, a interação entre objetos e pessoas. Trocas que interpelam, causando necessidades, desejos, questionamentos, contradições, estranhamentos, desequilíbrios necessários à construção de novas estruturas cognitivas. Por meio da presente pesquisa, pode-se observar o quanto a robótica permite tais interações e construções, contribuindo com os objetivos socioemocionais da educação: o desenvolvimento da autonomia e da cooperação.
Acredita-se, contudo, que tais possibilidades não são inerentes à tecnologia. A manipulação de um objeto não permite a tomada de consciência das suas características e propriedades, tampouco desenvolve a criticidade e a capacidade de reflexão. Para tanto, são primordiais a discussão, o diálogo da tecnologia com a sala de aula, a intervenção de um professor que interpreta, instiga e contextualiza. Processos que, para serem acionados, dependem também (e sobretudo) das políticas públicas, das propostas de formação, da gestão escolar, da qualificação dos espaços escolares. A contemporaneidade requer novos olhares sobre o ensino e a aprendizagem.  Olhares que focam, dentre tantos, as tecnologias que, a cada dia, se incorporam à educação.
As escolas, cada vez mais, preparam o aluno para que ele tenha um conhecimento sobre a base tecnológica, necessitando, assim, de uma integração entre a gestão de sala de aula e os novos recursos tecnológicos.
Implantar a tecnologia nas escolas é um desafio a ser vencido. Mas isso só acontecerá quando a potencialidade deste recurso for compreendida e incorporada crítica e reflexivamente pelos professores, alunos e demais membros da comunidade escolar, como dirigentes, funcionários administrativos e pais. Um processo que se encontra por fazer.

Autores:

Nacim Miguel Francisco Júnior
Carla K. Vasques
Thiago Henrique Almino Francisco

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