ROBÓTICA EDUCACIONAL E O RACIOCÍNIO LÓGICO


   

 

            Lelino Pontes

 

 A programação do robô é a parte que mais exige o exercício do raciocínio, pois pede uma forma de pensar lógica e ordenada, que é a mesma usada para desenvolver a habilidade de resolver problemas matemáticos. Esta é a lógica matemática que reflete na inteligência, determinado um bom raciocínio dedutivo.

 Esta lógica matemática é a inteligência que determina as habilidades para o raciocínio dedutivo, em um sistema matemático, em noções de quantidade além de capacidade de resolver problemas envolvendo números e demais elementos matemáticos (GARDNER, 1994, p. 95).

 Assim durante a ação de programar encontraremos dois caminhos, se não há lógica não existe programação e se há lógica existe programação.

Todas as formas de raciocinar logicamente são feitas pelo próprio aluno em várias etapas, de uma maneira divertida, durante as tentativas de solucionar a atividade proposta.  Nestas etapas estão a escolha das peças, montagem e desmontagem do robô a programação e teste de programação, dentre outras, seguindo um caminho de tentativa e erro até conquistar a solução do desafio proposto. É percebido que o aluno cria uma rede de conexões neurais bastantes complexas, da qual fixa de maneira forte o conhecimento aplicado durante as etapas, esta é a teoria da equilibração de Piaget (1995), onde se monta um ponto de equilíbrio entre assimilar e acomodar a informação, sendo este um mecanismo auto-regulador na interação com o meio-ambiente. Isto traduz a robótica educacional como sendo uma forma de aprender onde o aluno pode: manusear, criar, programar e executar o que pensou, fazendo uso de um caráter lúdico e desenvolvendo o raciocínio lógico tão importante em diversas áreas do conhecimento.

Outro ponto importante é o papel do professor, que não pode aplicar uma única forma de aprender voltada para todos os alunos, se assim o for, não será robótica. Todo o trabalho é calcado em desafios onde é colocado uma tarefa e o aluno ficar a vontade para montar, planejar e resolver o desafio proposto de forma livre, testando todas as hipóteses que julgar necessária. Ficando percebido o desejo do aluno de ampliar e produzir a cada dia mais o sistema montado por ele, formando desta maneira uma vontade de evoluir ou aperfeiçoar o que já foi construído com o intuito de melhorar o conhecimento aplicado e ampliando sua capacidade cognitiva.

 Em robótica, há sempre um desejo de reproduzir estruturas cada vez mais complexas onde a introdução de um novo componente (motor, sensor, engrenagem) vai modificar a estrutura anterior e necessita de um novo equilíbrio construtivo para que o sistema funcione. A importância pedagógica da robótica se dá pela ampliação cognitiva num processo assimilação lúdica (CASTILHO, 2002, p.12).

A prática deste raciocínio estimula a capacidade criativa do aluno de maneira considerável, pois a quantidade de informações e ramificações destas resultam em uma fixação mais eficiente da matéria abordada, assim vemos que a robótica pode estimular a criatividade.

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1 Comentário

  1. Muito interessante


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